segunda-feira, 18 de abril de 2016

Bilhetes na gaveta

Andei ouvindo umas discussões, 
absorvendo informações,
sentindo umas músicas,
escrevendo uns poemas mentais,
observando umas pessoas na rua,
lendo poemas decepcionantes,
guardando bilhetes de rostos felizes na gaveta.

Ando com medo,
com frio,
doente,
com fome,
amando.

Traduzindo minhas experiências em frases nesse poema descabido que agora digito.

As vezes olho pra vida dos outros, para seus relacionamentos e tenho inveja.
Aí olho pra minha vida, me deprimo e me pergunto como cheguei aqui.
Mas também andei absorvendo essas ações das duas primeiras estrofes
e me dei conta de que tenho vivido muito.

Independente da dor, 
enquanto a vida tiver poesia
enquanto houver esperança
enquanto a luta tiver uma causa
enquanto eu te amar
...

continuarei acreditando em dias melhores pra gente
e ansiando teu cheiro constante no meu travesseiro.
imaginando histórias pros estranhos da rua
e amando todos aqueles que te fazem feliz.

e serei feliz.

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