quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Pensamentos no ônibus

Me lembro de seu primeiro sinal de desejo, da entrega ao pedir meu toque. Aquela música que conduziu nossos corpos colados a engatarem um beijo lindamente encaixado.
Encaixe perfeito, esse que nos uniu à noite... Dormindo abraçadas como se nem o ar pudesse passar entre nós duas.
Os seios pequenos e os dedos sem vergonha. A corrente de ouro balançando no ar enquanto ela me tocava. Quanto eu amava aquela correntinha...
Ninguém beijou meu corpo como ela. Eu sentia q cada selinho pelas minhas mãos e braços era uma demonstração de amor. E era tão natural.
Nunca me senti tão mulher, nunca quis tanto agradar.
Aquele desejo de se tocar a todo instante, em todo lugar público, a qualquer momento. Encontrar uma grama macia e rolar nua nela.
Oh... Quanto eu amava observá-la dormir. Indefesa e entregue, sempre procurando meu corpo pra encostar.
Meu sentimento é mais que carnal, mas aqui fica a menção honrosa àquela que me fez mulher e que eu provavelmente nunca vou esquecer... E que terá sempre o meu amor, mesmo que nunca mais o queira.
Só a energia de estar próxima a ti me causa arrepios.
E ela me chamava de darling.

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